Especialidades

A atuação do Dr. Lucas Bàrberi em Cirurgia Oncológica do aparelho digestivo abrange o manejo de tumores que acometem diferentes segmentos do sistema digestivo, sempre com foco em avaliação detalhada, planejamento individualizado e adesão às recomendações científicas atualizadas. Além disso, devido ao início de sua especialização ter sido em cirurgia geral, também trata patologias benignas como hérnia e vesícula. A seguir, estão as principais áreas de atuação:

Estômago

O estômago é um dos órgãos mais centrais do sistema digestivo e, por estar sujeito a diversos estímulos (alimentação, estresse, infecções), pode apresentar desde condições inflamatórias simples até tumores complexos que exigem tratamento oncológico especializado. É um órgão em formato de “J”, localizado na parte superior do abdome. Sua principal função é receber os alimentos, misturá-los com o suco gástrico para continuar a digestão química e enviá-los de forma controlada para o intestino delgado.

Sua parede é composta por diversas camadas (mucosa, submucosa, muscular e serosa), e é a partir dessas camadas que diferentes tipos de doenças e tumores podem se originar. A maioria dos casos afetam a porção principal do estômago, o corpo. O restante do órgão é dividido em transição esofagogástrica (cárdia), fundo, antro e piloro.

O câncer de estômago é uma das doenças oncológicas mais relevantes do aparelho digestivo e uma das principais causas de cirurgia deste órgão.

Abaixo estão as principais patologias envolvendo o estômago:

  • Adenocarcinoma Gástrico
  • GIST Gástrico
  • Tumor Neuroendócrino
  • Linfoma Gástrico

Fígado

Localizado no lado superior direito do abdome, sob as costelas, o fígado é o maior órgão sólido do corpo, capaz de realizar centenas funções vitais, incluindo filtragem de toxinas, produção de proteínas, fabricação da bile e armazenamento de energia.

Uma de suas características mais impressionantes é a capacidade de regeneração: em muitos casos, o cirurgião pode remover uma parte considerável do órgão, e a parte saudável restante consegue crescer e assumir as funções totais do corpo em poucas semanas.

As doenças que acometem o fígado, inclusive câncer, podem ser originadas nele ou serem consequência de outras patologias. Como ele recebe grande fluxo de sangue, acaba sendo alvo das células tumorais que caem na corrente sanguínea, principalmente nos casos de câncer de cólon e de reto.

Abaixo estão as principais patologias envolvendo o fígado:

  • Nódulo Hepático
  • Cistos Hepáticos
  • Metástase Hepática
  • Carcinoma Hepatocelular (CHC)
  • Colangiocarcinoma Intrahepático
  • Adenoma Hepatocelular
  • Hemangioma Hepático
  • Hiperplasia Nodular Focal (HNF)
  • Esteatose Hepática
  • Cirrose Hepática

Pâncreas

O pâncreas é um dos órgãos mais vitais e, ao mesmo tempo, um dos mais desafiadores da cirurgia abdominal. Ele possui uma localização profunda, “escondido” atrás do estômago, e desempenha duas funções críticas: a exócrina (produção de enzimas para a digestão) e a endócrina (produção de hormônios como a insulina, que controla o açúcar no sangue).

Ele é dividido em três partes principais: cabeça (encaixada no duodeno), corpo e cauda (que se estende até o baço). Devido à sua posição central e ao contato direto com grandes vasos sanguíneos e o sistema biliar, as doenças que o afetam exigem um diagnóstico preciso e uma abordagem cirúrgica extremamente refinada.

Pode ser afetado por doenças inflamatórias, como a pancreatite, ou malignas. O câncer de pâncreas, inclusive, é uma doença de difícil diagnóstico por sua evolução rápida e silenciosa, apresentando sintomas apenas em estágios mais avançados. Identificar precocemente os sinais dessas patologias é fundamental para um tratamento eficaz.

Abaixo estão as principais patologias envolvendo o pâncreas:

  • Nódulo Pancreático
  • Cisto Pancreático
  • IPMN – Neoplasia
  • Mucinosa Papilar Intraductal
  • Adenocarcinoma de Pâncreas
  • Tumor Neuroendócrino (TNE) do Pâncreas
  • Tumor Sólido Pseudopapilar (Tumor de Frantz)
  • Tumor de Papila
  • Pancreatite Aguda
  • Pancreatite Crônica

Intestino Delgado

O intestino delgado é o órgão mais longo do trato digestivo. Ele inicia no duodeno, parte pequena, mas muito importante por estar junto do pâncreas e das vias biliares, seguido pelo jejuno e íleo. Ele é o principal responsável pela absorção de nutrientes da nossa dieta, além de ter papel na defesa imunológica contra microrganismos patológicos.

Felizmente, câncer é uma doença bastante rara no intestino delgado. O desenvolvimento de uma brida, aderências envolvendo alças do intestino, são muito mais frequentes do que uma doença maligna e de muito mais fácil resolução.

Abaixo estão as principais patologias envolvendo o intestino delgado:

  • Tumor Neuroendócrino (TNE) de Delgado
  • GIST de Delgado
  • Adenocarcinoma de Duodeno
  • Adenocarcinoma de Delgado
  • Brida

Cólon e Reto

Correspondem ao intestino grosso, a parte final do trato gastrointestinal. O cólon possui diferentes secções. As primeiras três formam um “U” invertido, começando na transição com o delgado, chamada de ceco, na parte inferior direita do abdome, subindo com o cólon ascendente, atravessando para o outro lado com o cólon transverso e descendo no cólon descendente. Ao fim do descendente forma-se o sigmoide, uma alça em formato de “S”, que une o cólon ao reto na pelve. Existe ainda uma pequena alça em fundo cego conectada ao ceco, chamada apêndice. Muitos acreditam não ter função, porém é rico em tecido linfoide e, portanto, é imunologicamente ativo.

O cólon transporta os resíduos da alimentação que vem do intestino delgado, as fezes, até o reto, onde são retidos antes de serem expelidos pelo ânus. Sua principal função é extrair água e sais minerais dos alimentos digeridos, tornando o conteúdo fecal mais pastoso e sólido à medida que é conduzido. Ele também absorve as vitaminas que são produzidas pelas centenas de espécies de bactérias benéficas que vivem nele, a chamada flora intestinal.

 O reto é um órgão capaz de expandir que se localiza na pelve e funciona como um depósito temporário das fezes. Quando cheio, os nervos dessa região estimulam a vontade de defecar e as fezes saem pelo ânus.

Apesar de ambos serem alvo de doenças inflamatórias como a apendicite e diverticulite, o câncer colorretal é uma das doenças mais comuns do mundo.

Abaixo estão as principais patologias envolvendo o cólon e o reto:

  • Adenocarcinoma de Cólon
  • Adenocarcinoma de Reto
  • Carcinoma Espinocelular (CEC) de Canal Anal
  • Diverticulite Aguda
  • Apendicite Aguda
  • Tumor de Apêndice

Retroperitônio

O retroperitônio não é um órgão, mas sim um espaço anatômico localizado na parte posterior do abdome, atrás do peritônio (a membrana que reveste a cavidade abdominal). Ele se estende desde o diafragma até a pelve. Pense nele como o “compartimento de suporte” do corpo, onde estão localizadas estruturas vitais, como os dois principais vasos abdominais, a artéria aorta e veia cava, os rins, as adrenais (glândulas suprarrenais), o pâncreas, partes do duodeno e cólon, e alguns tecidos de sustentação como músculos, gordura, nervos e linfonodos.

Todos esses órgãos e tecidos podem ser a origem de tipos diferentes de tumores. Eles são relativamente raros e seu tratamento exige tratamento cirúrgico bem executado.

Abaixo estão as principais patologias envolvendo o retroperitônio:

  • Leimiossarcoma de Retroperitônio
  • Lipossarcoma de Retroperitônio
  • Feocromocitoma
  • Adenoma de Adrenal
  • Carcinoma Espinocelular (CEC) de Adrenal
  • Tumores Neurogênicos
  • Tumores de Células
  • Germinativas
  • Linfoma

Hérnia

As hérnias abdominais são condições muito comuns, mas que frequentemente geram dúvidas sobre a necessidade de cirurgia e os riscos envolvidos. Ela ocorre quando há uma fraqueza ou um orifício na parede muscular do abdome, permitindo que uma parte de um órgão interno (geralmente uma alça do intestino) ou de gordura intra-abdominal se projete para fora.

Essa saliência é o que o paciente percebe como um “caroço” ou “estufamento”, que muitas vezes aparece ou aumenta de tamanho ao fazer esforço físico, tossir ou levantar peso. A grande maioria das hérnias têm indicação de cirurgia, pelo risco de encarceramento ou estrangulamento. Isso acontece quando o conteúdo que saiu pelo orifício fica preso e não consegue retornar, podendo ter o seu suprimento de sangue interrompido.

Abaixo estão os principais tipos de hérnia:

  • Hérnia Inguinal
  • Hérnia Femoral
  • Hérnia Umbilical
  • Hérnia Epigástrica
  • Hérnia de Spiegel
  • Hérnia Incisional

Vesícula e Vias Biliares

As vias biliares formam o sistema de “canais” que transporta a bile, produzida no fígado, até o intestino delgado. Elas se dividem em vias biliares intra-hepáticas e extra-hepáticas. A vesícula biliar é um pequeno órgão que faz parte da via biliar extra-hepática, em forma de bolsa, localizado abaixo do fígado, cuja função é armazenar e concentrar a bile.

Esse sistema é essencial para a digestão de gorduras e a absorção de vitaminas, mas pode ser afetado por condições inflamatórias ou oncológicas que exigem atenção especializada. Quando o paciente apresenta algum problema nessa região, o fluxo da bile pode ser interrompido, levando a quadros de dor, inflamação e/ou icterícia (pele amarelada).

Abaixo estão as principais patologias das vias biliares:

  • Colelitíase (Pedra na Vesícula)
  • Colecistite
  • Coledocolitíase
  • Colangite
  • Câncer de Vesícula Biliar
  • Colangiocarcinoma Hilar (Tumor de Klatskin)
  • Colangiocarcinoma Extra-Hepático
  • Pólipo de Vesícula Biliar
  • Cisto de Colédoco
  • Litíase Biliar Intra-Hepática
  • Estenose Pós-Cirúrgica
  • Microlitíase Biliar